segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bride-to-be: Say yes to the dress

Sinceramente falando, casamento nunca foi meu sonho de infância, já estava até acostumada com a ideia de ficar pra titia! Depois o namoro ficou firme, decidimos morar juntos e eu acabei percebendo que casamento já era isso. Dividíamos o mesmo teto, as contas, as alegrias e tristezas, acho que nunca houve aquela necessidade urgente de oficializar tudo, Pascal por outro lado, sempre disse que gostaria de se casar antes de ter filhos então acho que agora ele se tocou que estou ficando velha tratou logo de pedir o casamento pra passar para a segunda parte do plano. Fiquei muito feliz e surpresa com a ideia e o que deveria ser motivo de descuido, virou motivo de empolgação. Afinal, casada eu já estou, não faz sentido ir na prefeitura assinar um papel e terminar o dia num rodízio de pizza só para ganhar o carimbo de "mulher casada". Se fosse pra casar, queria tudo que tinha direito, vestido de noiva, bolo, jogar bouquet, daminha de honra, tudo tudo! E duas coisas se tornaram meus xodós na organização, meu vestido e o nosso bolo (assunto para um próximo post)
Quando comecei a escolher o vestido de noiva fiquei de queixo caído em todos os sentidos, pois não imaginava que havia um nicho tão grande assim. Resumidamente, os modelos são de cair o queixo, os preços também. Nunca vi na Bélgica uma loja de aluguel de vestidos como temos no Brasil, então vou eu na única loja que sabia que vendia vestidos de noiva dar uma olhada. Entrei na loja, super high society por sinal, e fique chupando dedo. A atendente me explicou em palavras polidas que aquilo não era casa da mãe Joana e eu deveria ligar antes, marcar um encontro, elas me serveriam um café e tentariam me vender em vestido que custaria meu rim direito. Bom, ficou pra próxima... Pra próxima vida, porque pagar 10 mil num vestido, só se na próxima eu nascer milionária.
Eu acho lindo vestido de noiva, mas não gosto nada de parafernalhas. Nunca curti cauda, nem véu de 25 metros, bouquet cascata, muito menos saia rodada estilo próprio bolo. A ideia era escolher uma coisa que fosse bonita, simples e que daqui a 25 anos eu ainda olhasse para as fotos pensando: meu vestido é lindo.

Querida, não.

Mas como Deus não me deu dinheiro mas me deu bom gosto cof cof acabei mesmo me apaixonando por um modelo lindo de uma estilista aqui das redondezas que custava a bagatela de 4 mil pounds. Usado. Ai meu Jesus... E sabe quando dá aquele disparo no coração e uma vozinha na sua cabeça diz: é esse!! Pois é, tive que convencer a minha vozinha que aquele não poderia ser... Daí virou uma via sacra! Olhei em alguns site do Brasil, decidi por fim que compraria na China. Sim, é possível fazer bom negócio comprando vestido da China, pesquisando bem os vendedores, garimpando fotos e comentários... Participo de um grupo no Facebook que é só voltado para compras dos sites chineses e é incrível a economia que você pode fazer comprando por lá.
O que eu pensei é que no final das contas, muitos dos vestidos que se alugam no Brasil acabam vindo mesmo da China, então não há necessidade de não comprar só por um preconceito bobo. E diga-se de passagem, aluguel de vestido também custa uma fortuna, além de estar fora de cogitação pra mim. Enfim, já tinha me convencido a comprar um modelo da China, conversando com o vendedor, peguei fotos de uma menina que comprou o mesmo vestido e era tudo lindo e o melhor, cabia perfeitamente no meu bolso.
Mas como esse mundo dá voltas, o fim da minha história seria outro, muito mais lindo e especial. Decidi não comprar o vestido até ira para o Brasil de férias e assim o fiz. Chegando lá conversei com uma prima costureira de mão cheia sobre fazer o vestido e ela disse que achava que não valeria a pena, afinal, tecido no Brasil também é caríssimo, mas que se eu quisesse elas tentariam. Uma das tias logo se animou a topar o desafio e a outra que é modelista também gostou da ideia. E aí o que se sucedeu foi uma operação formiguinha das artistas super talentosas que tenho na família! Fomos comprar o tecido e tivemos muita sorte, achamos materiais e cores lindas e por um preço super dentro do meu orçamento. Depois foi a vez de cortar o vestido, que foi moldado no meu corpo, puro talento das minhas tias queridas, era vestir, ajustar, cortar, costurar, um vestido feito literalmente pra mim e em mim! Pascal me levava lá de carro pra fazer as provas e ficava do lado de fora para não ver, afinal, dá azar! E uma semana depois, estava pronto o vestido de noiva mais lindo que eu poderia imaginar. O modelo? Inspirado naquele lá de cima da estilista que tinha me feito apaixonar à primeira vista! E olha, não deixou nada a desejar do original. Claro que não ficou idêntico, eu até acho que a renda do meu é mais bonita! hahahaha #modéstia.
No dia da prova final, levei minha mãe e minha avó comigo para verem e foi um momento muito emocionante, me segurei pra não chorar. Ficou lindo e tão cheio de significado. As tias me agradeceram pelo prazer de deixar que elas fizessem o vestido de alguém da família e eu claro, agradeci muito por elas terem me dado a honra de fazer um vestido pra mim. No final, foi meu presente de casamento, já que elas não estariam aqui comigo. E desde então eu vivo nas nuvens, querendo provar o vestido todo dia... Ah, setembro que não chega!

3 comentários:

  1. Ei Natália, não sabia que vc estava escrevendo menina! Gostei do seu texto, super sensível e vivencial! Parabéns e continue compartilhando!
    Abraços, Adriana

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    Respostas
    1. Oi Dri! Bom ver você por aqui! também estou sempre lá lendo você. Volte sempre! beijos

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  2. Nossa que delícia ...esse momento de preparação deve ser TUDO !
    Confesso que não vejo a hora ...nunca sonhei quando criança mas acho que a idade esta chegando e com ela essa vontade hahahha ;)

    Beijos

    http://esbanje-se.blogspot.com.br/

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