segunda-feira, 18 de abril de 2011

Liefde gaat door de maag

Ultimamente o ponto máximo do meu dia tem sido a preparação do nosso jantar. Passo a manhã pensando no que vai ser, escrevo a lista, vou no supermercado comprar os ingredientes que faltam e espero ansiosamente o momento. Quem me conhece um pouquinho, sabe que eu amo cozinhar. Isso tem ajudado na minha adaptação nessa nova vida de Amélia que não tem sido facil, mas tem sido bem melhor do que eu esperava.
Muita gente também sabe do meu drama de ter engordado 15 malditos quilos na primeira vez que morei aqui na Bélgica, e os danados não estão querendo abandonar este corpinho. Pascal também voltou mais cheinho das férias no Brasil, ganhou 5 quilinhos. E do jeito que eu ando cozinhando, estamos longe de nos livrar do peso extra!
 Cake pops! Nhamiii!!

Cabeça vazia, oficina do diabo, para o bem ou para o mal. Eu tenho muito tempo e nenhuma preguiça quando o assunto é cozinha, o que nesse caso é um defeito. Faço varias carnes recheadas, tortas, bolos, quiches, pastas... Confesso que o dia do espaguete deu um frio na barriga. Quem mora aqui na Bélgica, sabe que apesar das fritjes terem ficado com a fama, é o espaguete que esta na mesa dos belgas 2 ou 3 vezes na semana, firme e forte! Sei que é porque é uma comida barata e facil de preparar, mas eles gostam. O primeiro dia que eu fiz espaguete aqui em casa, senti que se não ficasse bom, não importaria quantos frangos recheados com espinafre, moquecas, panelas de feijão tropeiro eu ja tivesse preparado com êxito... seria tudo em vão. Detalhe: o espaguete da sogra é otimo, o que pode ser visto como mais um ponto contra. Não teve nenhum elogio exagerado da parte dele (sempre tem!). Ok, não ficou tão bom quanto o dela, mas também não ficou ruim. Ontem o menu foi brasileiro. Arroz, feijão, salada, maionese, peixe frito. Ele reclamou. Que eu não deveria cozinhar tão bem porque ele sempre come mais que o necessario. Me senti perdoada.
Acho que no fundo me descobri mais Amelia do que eu imaginava (ou queria) ser. Gosto de ser elogiada quando a casa esta organizada e fico aborrecida de morte se eu tento cozinhar alguma coisa que da errado. Acho otimo ver meu xuxuzinho falar que descobriu o prazer em comer na mesa de uma familia brasileira, onde comida é mais do que algo pra matar a fome: é um momento social. Não me crucifiquem as feministas! Lugar de mulher não é na cozinha se isso não lhe for prazeroso. Continuo defendendo a divisão das tarefas domésticas (principalmente lavar a louça!) e adoro quando Pascal assume a cozinha. Ele aprendeu a fazer petit-gatêau e não quer me ensinar, alegando que ele precisa ter alguma coisa que eu goste muito e so ele sabe fazer. Desisti de pegar a receita na internet, vou conservar o gostinho do agrado. Também tem os ovos no café da manhã no fim de semana (sim, eu nao sei fritar ovos!). Vale mais pela simbologia do que pelo resultado. Ser cuidado é bom, cuidar é melhor ainda.
Vou reler Adélia Prado como auto-analise.

Um comentário:

  1. Ahhhhhhhhhh Nati você é o Iwan na versão feminina, só pode! Eu falo a mesma coisa pra ele, não ajuda em nada cozinhando da forma como cozinha, eu como até passar mal, literalmente. O que tem balanceado um pouco são os exercicios que estou me policiando em fazer porque eu sei como as coisas desandam num piscar de olhos, mas olha ele não ajuda em nada. Mas é um pecado reclamar de quem cozinha bem como vocês, eu sei porque eu não tenho talento pra cozinhar, o que falta na cozinha sobra na limpeza rs E ai de quem vier me criticar porque eu gosto de limpar. Esses dias alguém me mandou uma mensagem porque leu no blog que eu devo ser entediada, por isso que gosto de limpar, lógico que não, alias cabeça vazia aqui passa longe, eu gosto de limpar porque eu gosto oras!

    Agora vê se passa lá no meu blog Dona Maria.

    beijao

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